Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

 Quando eu ria nas noites intermináveis, fosse ela dentro do carro, em cima do sofá ou apenas em pé, no meio do nada, não imaginaria que aquele presente, que hoje é passado, afeteria tanto o meu futuro incerto...

Quando eu dançava as canções compassadas e coreografadas nos pubs, chopperias ou ao relento, quando eu me remexia aos modos dos meus primatas em festas raves e eletrônicas ou quando eu simplesmente me emocionava com uma harmonia, composta ou não por mim, em um determinado período do dia ou da noite, eu acreditava numa plenitude infinda de felicidade e bem estar.
Quando eu estava a cinco passos do primeiro beijo, trêmulo e inseguro aos 12, quando eu endeusava as garotinhas da sexta e da oitava série, quando eu pensava que sexo era apenas sexo, mas não entendia bem como funcionava quando diziam sobre amor... quando eu apenas gostava de grunhir sons brincando com meus aeroplanos em miniatura, eu não imaginava estar hoje à beira de um colapso comigo mesmo sobre tantas coisas que podem e que não podem ser...
Quando eu estava descobrindo corpos diferentes com a filha da empregada, e quando a curiosidade tomava conta de mim em vários aspectos, eu não sabia que tudo era tão simples e tão complicado ao mesmo tempo...
Quando eu sentava nos lanches das noites ainda não terminadas, e comentava sobre os flertes que só existiram (ou a maioria foi assim) em minha cabeça, eu não imaginava que hoje eu sentiria tanta falta daquela época, em que eu nem tinha idéia do quanto um coração partido prejudicaria uma vida inteira...
Quando eu apenas vivia para o hoje da época, nunca imaginaria que uma amanhã poderia ser tão incrivelmente mágico e tão medonho ao mesmo tempo...
Quando eu vivi por outras pessoas, esqueci, em uma atitude muito infiel comigo mesmo, de viver também para mim, e aproveitar cada segundo da frustrante e mágica vida afetiva que eu tive desde que comecei a me apaixonar de corpo e alma por pessas que nunca sequer se deram ao trabalho de cativar e cultivar isso dentro de mim... e inevitavelmente eu cobrei indevidamente isso delas, sendo que eu sempre idealizava algo que nunca existia de verdade, nem para elas e nem para mim mesmo. Fui feliz algumas vezes, mas QUANDO EU quis de verdade que desse certo, e acreditei de alma que seria assim, as coisas catastroficamente tomavam sempre o mesmo rumo... e sempre corriam ladeira a baixo da mesma forma...

publicado por Pequenos Momentos às 05:41
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 Quando eu olho no espelho...

Sim, quando eu olho no espelho eu me pergunto quem eu realmente sou... Me pergunto se todas as noites até agora foram vividas com tamanha paixão que deveria ter sido... Me pergunto se, mesmo tão perdido como estou, consigo enxergar adiante uma infinidade de possibilidades, que parecem tão nulas, mas que nunca foram tão reais...
Quando eu me olho no espelho, eu me vejo naqueles lugares vazios de pessoas, mas tão cheios de vida nos quais eu sempre amanhecia... Ver que o céu se abre tão lindamente todas as manhãs, mesmo que a amargura tome conta de todos que o contemplam... Mesmo que existam nuvens, mesmo que haja chuva... Atrás de todo aquele brilho cinzento há um céu se abrindo.
Quando olho para o espelho, vejo alguém que procura se achar nos olhos de outra pessoa, e talvez descobrir a verdadeira razão de sua própria existência.
Não tenho exatamente as respostas que eu gostaria, não sei exatamente quando aquele sentimento de correr riscos vai tomar novamente forma no cara que eu vejo diante do espelho... Aliás, eu sou muito mais seguro do que o que eu vejo no espelho... seguro realmente das decisões que eu tomei de ir somente até o ponto em que não há o perigo real da queda... Onde a corda não chega até a superfície do riacho...
Mas quando eu olho no espelho, vejo o carinha que queria estar morrendo de amores por alguma estranha ou não, que queria passar noites de sábado vendo algum filme, ou talvez jantando fora, ou indo a um bom show...
Quando eu olho no espelho, enxergo pouco do que sou, muito do que fui um dia, mas tenho a absoluta incerteza de quem eu serei amanhã, quando encontrar um outro refúgio para palavras que sarem perdidas de minha mente, rumo a algum pedaço de papel que faça algum sentido para mim, mesmo quando não fizer para mais ninguém...

Postado por Rodrigo Santos  ás:01:12:43

publicado por Pequenos Momentos às 05:07
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Um bom pastor dar a vida pelas suas ovelhas

                                                                          João, 10;11

publicado por Pequenos Momentos às 04:21
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muito lindo,e o maximo,amei,
Muito lindo tudo , parabéns por ter tanta sabedori...
Olá!Adorei o teu blog, está muito criativo!=)Passa...
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